Lightsphere Sentinels
Esta é mais uma arte de conceito que criei recentemente (17, Agosto 2025).
Abaixo estão imagens demonstrando o meu processo de criação e o resultado final do modo como publiquei e compartilhei nas redes sociais.

O processo seguiu por técnicas que aprendi a aplicar com o tempo, como o uso de custom shapes, e finalização com “Color Lookup” do Adobe Photoshop.
No inicio, usei Corel Painter em apenas poucos detalhes (principalmente no céu), e depois decidi focar apenas com o Photoshop.
O primeiro esboço foi feito diretamente na tela do Photoshop, from scratch; e, em momentos posteriores, como no período em que passei a considerar acrescentar personagens coadjuvantes, fiz esboços no papel apenas para planejar e treinar a composição. Mas aí eu segui continuando o trabalho com a minha mesa digitalizadora (Wacom), ou seja, praticamente à mão livre.
Portanto, a peça inteira é digital, do início ao fim.
Trata-se de uma arte que, admito, demorou bastante, devido a circunstâncias durante o tempo (2013-2025) que me demandavam focar em outras áreas da minha vida. Conforme fui me dispondo de tempo livre para “brincar” com isto que é uma de minhas maiores paixões, eu seguia desenvolvendo a idéia.
Meu ímpeto maior tem sido simplesmente o de fazer juz à minha criança-interior… a que cresceu curtindo séries como “Thundercats”, “CDZ”, filmes como “Contato” (1997), ou até games como “StarFox”, e várias outras fontes de inspiração contínua, desde a minha infância até hoje.
Então, é a esta criança que eu dedico esta peça de arte.
Aliás, esta arte tem um conceito narrativo, também de minha própria autoria, que cheguei a compartilhar no Instagram. Confira e fique à vontade para me seguir!
Resumindo… Na verdade há 4 personagens nessa concept art… duas que são as mais inteligíveis de início para qualquer observador, ou seja, os Sentinelas guerreiros (robô e capitã); e outros 2 personagens, mais abstratos, por assim dizer, que são essas esferas luminosas: uma dentro do corpo da personagem principal (o robô guerreiro), e outra na estrutura herguida lá no background da cena, que está sendo “analisada” e/ou mesmo “raptada” pela tecnologia humana (ainda não decidi direito como organizar isso na narrativa e/ou no universo que construi para esta arte).
Personagem feminina
Note que, na personagem feminina, trata-se de um conceito inspirado em fotos como estas [imagem], de jogadoras de futebol americano, esporte onde o uniforme é uma espécie de armadura militar, o que acabou servindo como uma referência forte para o design.
No entanto, a indumentária da cintura abaixo pode parecer um tanto masculina e/ou androgina, mas isso foi intensional, uma vez que procurei criar uma anatomia e designs de figurino que não “sensualizassem” muito e não usassem de sexualidade para atrair audiência (o que é muito comum em praticamente todos os artistas em todas as vertentes e comunidades internacionalmente… seja na ilustração, cinema, HQs, etc.).
Sou contra a objetificação e exposição de partes íntimas do corpo humano em trabalhos assim acabados e voltados a um dado mercado e/ou audiência.
Portanto a personagem de fato usa uma espécie de “jogger”, propositalmente para não sugerir as curvas íntimas do feminino, e fazer que o conceito como um todo fique isento de interpretações, isento de críticas, e livre de fatores que instiguem a libido de seja lá qual for o observador e/ou público interessado.
Eu respeito e admiro muito trabalhos de mestres como Frank Frazetta, por exemplo, e outros do mundo dos super-heróis da Marvel, DC, e etc… mas considero que seus objetivos tenham sido, pelo menos ligeiramente, diferentes dos meus, ainda que eu de fato tenha aprendido muito deles como referências estritamente na técnica de composição de imagem, anatomia, pose e figuração “action”.
Mas prefiro, e seguirei preferindo, criar artes isentas de provocação adulta e de possiveis críticas nesse sentido, uma vez que, de fato, quero alcançar o público infantil em primeira ou última instância, e de modo que seja minimamente saudável para este público. Isso me vem também da referência dos títulos que já mencionei, que durante minha própria infância, foram um marco permanente, e que, até aqui, me influenciaram positivamente em minha vida particular e no desenvolvimento da minha própria consciência/identidade.
Obviamente que já pratiquei desenho de observação de anatomia de modelo vivo, inclusive em oficina de desenho, para exercitar, treinar, e para aprimorar as minhas habilidades de desenho à mão-livre. Isso eu geralmente não exponho e guardo os papéis comigo… Talvez eu passe a desbravar esse campo de modo mais artístico um dia… mas não tem sido o meu foco.
Closeups








Personagem principal
Já a personagem principal é de fato um robô, com um “orb” acoplado em seu corpo, que agrega com funções de fonte de energia (plasma), aptidão para o vôo livre, e também fonte de psique, já que o conceito considera os orbs como vivos e dotados de consciência própria.
Há ainda mais para esclarecer sobre o conceito deste personagem robô, mas vou deixar para desenvolver melhor com possíveis artes futuras. Mas sim, resumidamente: ele é como um robô híbrido de orb + algoritmo inteligente (ou “inteligência artificial”, desenvolvida pelos humanos da trama) + computador quântico encefálico + plataforma de múltiplas psiquês animais (cérebros de ananimais conservados e cuja psique é integrada em uma rede de algoritmos inteligentes), tudo operando simultanemente em 1 corpo mecatrônico em combates de alta perfomance, com inteligência multi modal e hiper-procedural. (Sim… tudo ficção-cientifica concebida pelas “vozes da minha cabeça”). (risos!)
É como um robô guerreiro cuja força é comparável a cerca de 600 soldados humanos (“300 de Esparta” x2). (risos!)
Arte completa


Músicas que me inspiraram
Uma de minhas principais fontes de inspiração pra criar concepts são músicas. Deixo aqui algumas das que “bombavam” na minha mente durante todo o processo de criação de Light Sphere Sentinels.
arte, character design, concept art, desenho, design gráfico, ilustração, sci-fi

